Para ver a sequência completa visite este artigo do Felipe MouraLogo em seguida Paulo Ghiraldelli deu uma entrevista para a Folha de São Paulo onde deu várias respostas, porém vou comentar algumas passagens que me chamaram a atenção. Leia a entrevista completa aqui. Abaixo estão as partes que irei comentar:
“Eu não tenho absolutamente nada contra aquela moça. Conheço o trabalho dela, sei quem ela é, mas jamais escrevi nenhuma frase contra ela”, declarou o professor, que leciona filosofia na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) há quatro anos.
Como assim “jamais escreveu nenhuma frase contra ela?
Se isto aqui não é falar nada contra ela, então eu não sei o que é falar contra:
Link deste tweet Ele também negou ser o autor de outras postagens antigas ironizando Sheherazade, encontradas em suas contas no Twitter e Facebook.
Agora ficou fácil, não acham? Basta falar o que quiser e depois dizer que foi um hacker. Pelo jeito tem um hacker que está fazendo a festa do twitter e no facebook do Paulo Ghiraldelli.
Mas o que mais me chamou a atenção foi esta parte:
“Quando recebi o recado dela no Twitter, duvidei que era ela de verdade. Sou um simples professor de filosofia, um coitado, completamente desconhecido do mundo. E de repente uma jornalista da televisão querendo me caçar? A maneira com que ela me abordou não foi normal” defendeu-se, acrescentando que jamais faria piadas com conteúdo violento.
Ele usa a velha estratégia de se fazer de coitado e frágil. Mais ou menos igual aqueles ratos que se fingem de morto até conseguirem uma brecha para fugir.
Depois ele fala em “jornalista de televisão querendo me caçar”.
Fica claro nesta parte que a intenção dele é induzir as pessoas a acreditarem que Rachel Sheherazade é algum tipo de jornalista que o está perseguindo para calunia-lo. Uma típica agente da mídia fascista.
A afirmação fica ainda mais ridícula quando todos nós sabemos que Rachel apenas está se posicionando contra a atitude de uma pessoa que iniciou uma situação criminosa ao incitar o estupro, que é um crime terrível.
Ele finaliza dizendo “a maneira com que ela me abordou não foi normal”. Mais uma vez tentando colocar Rachel como a errada na história.
Porém veja a maneira anormal que ela o abordou:
Na verdade ela foi até muito gentil ao afirmar que poderia ter alguém que estivesse se passando por ele.É claro que a Rachel não conhecia Paulo Ghiraldelli e não sabia de seu histórico. Porém, tão logo recebeu vários links de artigos do filósofo ficou claro que ele tinha capacidade de escrever coisas ainda piores do que escreveu.
Ele tenta se defender dizendo que sua conta foi “raqueada” confirmando que a postagem foi mesmo colocada em seu facebook. Pois muitas pessoas viram a postagem e agora não adianta dizer, por exemplo, que é uma montagem.O problema é que, como ja foi mostrado acima, ele já tinha feito outros comentários ofensivos contra Rachel.
“Eu não gosto desse tipo de brincadeira [sobre estupro]. Não é do meu feitio. Embora não ache que se deve censurar humorista, caçar gente por aí”, explicou.
Esta frase até teria alguma validade se ele fosse humorista. Porém ele é um professor universitário e, por isso mesmo, deve tomar cuidado com o que fala, pois seus alunos irão aprender com ele.
Essa não é a primeira vez que Paulo Ghiraldelli se envolve em polêmicas. Em novembro desse ano, ele foi alvo de protestos dos alunos da universidade onde dá aula. Cerca de 30 alunos se manifestaram durante uma palestra pedindo pela demissão do professor, acusando-o de preconceito e assédio moral em sala de aula.
“Professor abusa, discrimina, dá risada, e a Universidade fica calada!”, diziam os alunos. Na ocasião, A UFRRJ declarou ao jornal “O Globo” que “não tem responsabilidade pelo posicionamento individual do referido professor”.
Assista o vídeo:
Paulo Ghiraldelli tenta se colocar como um simples professor que está sendo oprimido por uma repórter.
Ele seria apenas uma vítima de um hacker que agora está sendo julgado injustamente.
Contudo, Paulo Ghiraldelli já é bem conhecido por suas afirmações fora de lugar.
E ele ainda tenta passar a impressão de que foi apenas um comentário humorístico que não deveria estar sendo julgado.
Inclusive eu já vi pessoas tentando comparar o caso do Paulo Ghiraldelli com outros casos relacionados a humoristas.
Porém a diferença é que Paulo Ghiraldelli não é um humorista. Ele é um filósofo e professor em uma Universidade.
Humoristas são bobos da corte e se destacam propondo-se ao ridículo. Já os filósofos não são os bobos da corte.
Filósofos são os conselheiros do rei. A função dos filósofos é disseminar ideias para que não apenas os reis mas também toda a população saibam o que devem fazer.
Da mesma forma a função de um professor é educar seus alunos de tal forma que eles se tornem um espelho do professor. Por isso o professor deve ser um exemplo a ser imitado e não um simples bobo da corte.
Portanto, se um humorista desejar o estupro de alguém é passar dos limites, o que poderíamos dizer de um filosofo e professor que deseja o estupro de alguém?
Então aqui fica um conselho para o Paulo Ghiraldelli:
Se você quer ser um bobo da corte então seja.
Más se quiser ser um filosofo e professor, então se comporto como tal.