Sunday, January 5, 2014

Conheça a história do Livro "Orixás, Caboclos e Guias - Deuses ou Demônios?", a maior publicação brasileira de perseguição e intolerância aos cultos afro-brasileiros.


A Autoria é de Edir Macedo. No livro de Edir Macedo são expostas suas ideias religiosas, nas quais faz uso de suas convicções e denuncia supostas manobras satânicas através do Espiritismo, da Umbanda, do Candomblé, Quimbanda e outras religiões espiritualistas de matriz africana. De acordo com o autor, essas religiões são as responsáveis pelas origens das doenças, desavenças, vícios e de todos os outros males que o ser humano está sujeito. A publicação foi questionada na Justiça pelos adeptos das religiões afro-brasileira que desejavam suspender a tiragem, venda, revenda e entrega gratuita do livro. 

Para a juíza Nair Cristina de Castro, a obra "extrapola os limites da liberdade religiosa (...), na medida em que não se restringe à explanação e divulgação das ideias próprias à religião que é adotada por quem o escreveu, mas sim se predispõe a tratar pejorativamente outra religião e seus adeptos, incitando à discriminação". Alguns dos trechos do livro qualificam a Umbanda, a Quimbanda e o Candomblé como "seitas demoníacas", responsáveis pelo subdesenvolvimento do país e pelo uso de substâncias entorpecentes. Em 2005, a 4ª Vara Federal da Seção Judiciária da Bahia, atendendo pedido do Ministério Público Federal do Estado, determinou a suspensão da venda e da circulação do livro Orixás, Caboclos e Guias: Deuses ou Demônios?, de Edir Mac
edo. Segundo os procuradores da República, autores da Ação Civil Pública, trata-se de obra "impregnada de afirmativas preconceituosas e discriminatórias deferidas contra outras formas de manifestações religiosas e credos, em especial aos cultos afro-brasileiros". 

Para a juíza Nair Cristina de Castro, o livro de Edir Macedo, do qual já haviam sido vendidos mais de 2,5 milhões de exemplares, "extrapola os lindes da liberdade religiosa (...), na medida em que não se restringe à explanação e divulgação das idéias próprias à religião que é adotada por quem o escreveu, mas sim se predispõe a tratar pejorativamente outra religião e seus adeptos, incitando à discriminação". 

Alguns dos trechos do livro qualificam a Umbanda, a Quimbanda e o Candomblé como "seitas demoníacas", responsáveis pelo subdesenvolvimento do país (como no trecho: "Se o povo brasileiro tivesse os olhos bem abertos contra a feitiçaria, a bruxaria e a magia, oficializadas pela umbanda, candomblé, kardecismo e outros nomes (...), certamente seríamos um país bem mais desenvolvido.") e por adotar o uso de substâncias entorpecentes. Os procuradores da República propuseram ainda um aditamento à Ação Civil Pública para requerer uma indenização por danos morais coletivos. 

O valor estimado é de R$ 10 milhões. Mas um ano depois o Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília, liberou a venda com a justificativa de que a proibição contraria o princípio da liberdade de expressão, garantido pela Constituição Federal Brasileira. 



Fonte: Wikipédia em Português



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