Com “pinguelo” ou sem “pinguelo”, ouvir Fabiano Gomes é bom demais. Sem ele, o Correio Debate não tem plus. Quando lá estão somente Heron Cid e Wellington, nem a tal “língua de aço” de Fodinha alavanca o Ibope. E acho que é por isso que Fabiano vai continuar deitando, rolando e, sempre que necessário, insultando...
Sabe por quê? O cara é autêntico, não maquia o que vai dizer. Solta pelos lábios, como diria Raymundo Asfóra, palavras prisioneiras do coração.
Diferente de um Morib Macedo, por exemplo, que se estica no ar de manhã catando as palavras difíceis que à noite copiou do “Aurélio”. Prá dizer que é intelectual!
Com Fabiano, não. A linguagem é a do povo. Rasteira, na maioria do tempo, para que todos – até pseudos intelectuais – entendam bem o que tem que ser entendido. É o seu estilo, fazer o quê?
Tá certo que poderia, como sugeriu Tião Lucena, ter dito no ar “clitóris”, o nome legal desse órgão que propicia prazer às mulheres. Mas, e seu Zezinho da boca torta lá do Cangote do Urubu vai saber lá o que vem a ser isso?
Concordo com as feministas e também com as femininas, de que dói ouvir ‘pinguelo’ no horário do almoço. Se fosse à noite... Ou de madrugada, quem sabe. E por debaixo dos panos, né?
Mas, passa. Hoje, amanhã, depois de amanhã, ninguém mais vai lembrar desse pinguelo e Fabiano certamente vai criar outras e outras polêmicas, pois é este o seu mister.
Pior, acho eu, são as novelas da Globo. Não falam em “pinguelo”, mas cutucam o danado toda noite, sem escrúpulos, sem censuras, sem vergonha... E toda a mulherada do Brasil batendo palmas.
Por isso, hoje e amanhã outra vez volto a sintonizar o Correio Debate para ouvir o gordinho.
Com pinguelo ou sem pinguelo!
Marcos Marinho em A Palavraonline.com
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